quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Importância da Ética nas Organizações

Por Rosilene Marton
A sociedade contemporânea está resgatando comportamento que possibilitem o cultivo de relações éticas. São freqüentes as queixas sobre a falta de ética na sociedade, na política, na indústria e até mesmo nos meios esportivos, culturais e religiosos.

Um dos campos mais carentes, no que diz respeito à aplicação da ética é o do trabalho e exercício profissional. Por esta razão, executivos e teóricos em administração de empresas voltaram a se debruçar sobre as questões éticas.

Nos EUA, após o escândalo envolvendo a Enron, a Harvard Business School está mais cautelosa na seleção de seus alunos. O ex-professor geral da Enron, Jeffrey Skilling, formou-se em Harvard em 1979. A famosa escola de negócios passou a incluir um questionário de ética na prova aplicada aos candidatos a uma vaga no curso MBA. Além disso, cada um dos estudantes aprovados são entrevistados individualmente. Os escândalos da Enron e outras companhias dos EUA mostraram que esquecer-se da ética pode ser um mau negócio.

Nas universidades e escolas brasileiras, nota-se uma modificação gradativa nos currículos com a inclusão e ênfase ao estudo da ética. Hoje, fundações também estão desenvolvendo estudos em ética organizacional.

A Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (FIDES), desde a sua fundação em 1986, atua em quatro grandes vertentes que visam a mobilizar a sociedade civil brasileira na busca do Bem Comum: o Balanço Social, a Ética na Atividade Empresarial, o Diálogo Social e a Formação de Novas Alianças. Para a vertente que busca o Bem Comum pautado na Ética na Atividade Empresarial, é indiscutível que as boas decisões empresariais resultem de decisões éticas.

Uma empresa é considerada ética se cumprir com todos os compromissos éticos que tiver, se adotar uma postura ética como estratégia de negócios, ou seja, agir de forma honesta com todos aqueles que tem algum tipo de relacionamento com ela. Estão envolvidos nesse grupo, os clientes, os fornecedores, os sócios, os funcionários, o governo e a sociedade como um todo. Seus valores, rumos e expectativas devem levar em conta todo esse universo de relacionamentos e seu desempenho também deve ser avaliado quanto ao seu esforço no cumprimento de suas responsabilidades públicas e em sua atuação como boa cidadã.

Percebe-se claramente a necessidade da moderna gestão empresarial em criar relacionamento mais éticos no mundo dos negócios para poder sobreviver e, obviamente, obter vantagens competitivas. A sociedade como um todo também se beneficia deste movimento.

As organizações necessitam investir continuamente no desenvolvimento de seus funcionários por meio da educação.

A maior parte das organizações independentemente do porte, pode desenvolver mecanismos para contribuir para a satisfação dos funcionários.

Ter padrões éticos significa ter bons negócios a longo prazo. Existem estudos indicando a veracidade dessa afirmativa. Na maioria das vezes, contudo, as empresas e organizações reagem a situações de curto prazo.

O Center for Ethics da Universidade do Arizona, concluiu que as empresas norte-americanas que renderam dividendos por cem anos ou mais, eram exatamente aquelas que viam na ética uma de suas maiorias prioridades.

A integridade e o desempenho não são extremidades opostas de um contínuo. Quando as pessoas trabalham para uma organização que acreditam ser justa, onde todos estão dispostos a dar de sí para a realização das tarefas, onde as tradições de fidelidade e cuidado são marcantes, as pessoas trabalham em um nível mais elevado. Os valores ao seu redor passam a fazer parte delas e elas vêem o cliente como alguém a quem devem o melhor produto ou serviço possível.

Bons negócios dependem essencialmente do desenvolvimento e manutenção de relações de longo prazo e falhas éticas levam as empresas a perderem clientes e fornecedores importantes, dificultando o estabelecimento de parcerias, cada vez mais comum hoje em dia.

A reputação das empresas e organizações é um fator primário nas relações comerciais, formais ou informais, quer estas digam respeito à publicidade, ao desenvolvimento de produtos ou a questões ligadas aos Recursos Humanos.

Nas atuais economias nacionais e globais, as práticas empresariais dos administradores afetam a imagem da empresa para qual trabalham. Assim, se a empresa quiser competir com sucesso nos mercados nacional e mundial, será importante manter uma sólida reputação de comportamento ético.

Rosilene Marton é Advogada, Professora Universitária e Consultora de empresas do site de Ética Empresarial do Portal Academus.

3 comentários:

  1. Paz seja contigo

    Inclusive faço um paralelo que jesus personificou
    a ética em sua perfeição. não se corrompeu nem diante do Pai e nem diante de Deus

    ótimo post

    Seja bem vindo em meu blog e que possa lá também ser edificado na Palavra.

    atalaiadocastelo.blogspot.com

    nicodemos

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  2. PASTOR POLITICO?
    Saiu uma nota na Folha de Pernambuco:
    Defecção - O deputado Manoel Ferreira (PR) vai ter um concorrente forte, na Assembléia de Deus, em outubro próximo. O pastor Ailton Alves, líder da convenção do Recife, vai lançar um candidato a estadual (pastor Adauto) e outro a federal (Francisco Eurico).
    Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-geral/549437-fogo-cruzado-02022010?...

    DEFECÇÃO: abandono de partido, crença ou opinião, falta, desaparecimento, perda, saída. Exclusão de pessoa de um grupo profissional. Ex:
    A defecção de Fulano era há muito anunciada pela sua posição frontalmente contrária a alguns dirigentes do grupo e outros membros.

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  3. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. ATOS 6.4
    Deus chamou os pastores para pregar e pastorear as ovelhas e está exclusivamente para perseverar em oração e no ministério da palavra e não para ser político, a igreja exerce a mordomia cristã com dízimos e ofertas para que os mesmos não tenham serviço secular, na igreja neotestamentária não vemos JESUS e PAULO se envolvendo com a política de ROMA, o púlpito é para ser pregada a palavra de Deus e o pastor recebeu chamado do céu para o Reino de Deus exclusivo, muitos usam fraudulosamente e fora do contexto o termo DANIEL na Babilônia e JOSE no Egito os quais não faziam parte do sacerdócio e nem eram levitas, e sim foram chamados por Deus numa ocasião especifica o qual é diferente de hoje e diverge do governo de hoje, a igreja de Filadélfia não tinha força política e nem a força da televisão, mas possui a unção e poder do Espírito Santo.

    A igreja do Senhor neotestamentária não precisa de políticos para defender a sua causa e nem tão menos de políticos que mudem alguma coisa, porque sabemos que é de mal a pior, e o que vemos é muito escândalo no meio da Igreja pastores políticos envolvidos com corrupção e que anteriormente começaram com a mesma visão que o ministério da convenção do Recife está equivocadamente planejando. Pastores políticos das Assembléias de Deus em todo o Brasil envolvidos na corrupção do mensalão. Pastores políticos que deixaram o púlpito (oração e ministério da palavra) para executarem coisas que não convém. Anteriormente vimos o Pastor Presidente refutar essas manifestações políticas dentro da igreja o qual o Gestor de Toritama Pastor Francisco Olimpio se envolveu com a política e foi excluso de suas atividades o qual foi para o ministério de Abreu e Lima, em 05 de dezembro de 2008 faleceu com um ataque fulminante no coração! Era um homem novo, desceu a cova, desobediente ao chamado do Senhor?

    Venho carecidamente clamando para que o ministério desta igreja desista urgente desta plataforma política (um abismo chama outro abismo) e convoquem os ministros para orar e jejuar e acreditar na oração da fé em JESUS (Atos 4.29-31; 12.5) diante das dificuldades encontradas pela igreja, no propósito do Reino de Deus, restauração de almas e avivamento na igreja, combatendo contra o mundanismo, secularismo e o conformismo deste século o qual os ensinamentos de JEZABEL vêm se infiltrando e sendo tolerados nas igrejas como a TELEVISAO, POLITICA E O DIVÓRCIO estas três coisas destroem qualquer tipo de igreja. Haverá sofrimento e aflição por causa do mundo e dos seus costumes (II Timóteo 3.12).

    Temos observado em uma grande obra de um fiel e piedoso pioneiro servo de Deus Orlando Boyer intitulado “Espada Cortante - Volume 2” comentário do Evangelho de JOAO capitulo 15 da videira e os ramos e/ou varas que geram bons frutos fala do segredo de vários crentes não terem a alegria da salvação é porque foram cortados pelo Agricultor, e os ramos que estão entres os espinhos (mundanismo, política) ele cita a política. Pastor Político prevarica contra a doutrina do Senhor e não geram bons frutos no apascentamento das ovelhas, oração e no ministério da palavra.
    “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.” (ISAIAS 58.1)

    Chorai ovelha, lamentai, uivai todo o meu povo e pranteai no pó e na cinza! (JOEL 1.13)

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